Sobre decepções e mentiras.

9 09UTC fevereiro 09UTC 2010 at 4:50 pm (Uncategorized)

E quando eu achei que as coisas estavam mudando, que eu estava entrando na linha, tinha acabado com o passado que só me fez mal, uma pessoa me fez relembrar coisas que eu pensava terem desaparecido, uma pessoa da qual sempre gostei muito desde que conheci.

Não vou ser hipócrita e dizer que nunca menti, mas existem momentos e momentos. Dizer pra sua mãe que você vai em um lugar e na verdade vai em outro é uma mentirinha inocente, dependendo do ponto de vista, e claro, se nada acontece de errado e você não vai parar numa delegacia metido numa briga de bar. Agora, mentir pra uma pessoa que você diz amar, dizendo que parou de fazer coisas que na verdade você continua fazendo, aí o buraco é mais embaixo. Duas das pessoas que mais gostei na vida inteira fizeram isso comigo, e uma delas, a atual decepção, sempre tentou me fazer esquecer a primeira. Justo as pessoas com quem sempre me identifiquei muito, em personalidade, gostos, manias, enfim…

“I think of love
I let it pass
It feels like fire
But it won’t last…”

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Que menina nunca…

10 10UTC dezembro 10UTC 2009 at 6:36 pm (Uncategorized)

… escreveu uma cartinha de amor pro vizinho…

… “aprendeu” a beijar com a mão, o joelho, um copo com gelo, uma laranja etc…

… dançou pelada na frente do espelho…

… pulou na cama pra fugir de uma barata…

… ganhou um Oscar no banho…

… quis ser professora…

… teve um caderninho de perguntas que passava de amiga pra amiga…

… teve coleção de papéis de carta…

… viu uma G Magazine escondida… ou nem tão escondida…

… dançou Spice Girls…

… escreveu uma carta de amor pro Taylor Hanson…

… ficou com um cara que jurou nunca ficar… ou nunca mais ficar…

… guardou papel de bala, chiclete e/ou bombom na agenda ou numa caixa…

… chorou assistindo Titanic aos 12 anos…

… nunca mais quis olhar a cara do pobre coitado em quem deu o primeiro beijo, por vergonha ou por ter achado horrível…

… ficou com alguém pra fazer ciume pro ex ou pra alguma vadiazinha odiada…

… Que atire a primeira pedra.

Listening: Lamb of God – Walk With Me In Hell (sooper combina com o post, néa?)

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Grandes baratos da infância

3 03UTC dezembro 03UTC 2009 at 7:06 pm (Felicidade)

Inspirado por Garotas Que Dizem Ni.

Ainda vejo muita graça nas coisas que fazia quando era criança. Enquanto dei aula no CNA, tinha outras duas professoras tão normais quanto eu, e a gente ficava andando de skate no estacionamento ou nas salas de aula brincando de esconde-esconde durante os intervalos.

Quando meus primos vem em casa (um de 6, um de 5, uma de 3 e um de 12) ou quando vou à casa deles, volto a ser criança. Rola desde videogame a campeonato de arroto e grito. Teve um natal que o campeonato era de gutural (pra quem não sabe, aquele modo de cantar dos vocalistas de death metal e cia). Guerra de chinelo, enrolar revistas pra fazer de espada, enrolar alguém no tapete, montinho, pega-pega pela casa… Ainda acho tudo isso mais divertido que videogame, apesar de ter sido sempre uma aficcionada por videogame.

Meu negócio era ficar na rua, mesmo minha avó não deixando porque morávamos em um lugar meio perigoso. Sou filha única, então tinha que arranjar amigos pra me divertir, e eu morava em um condomínio com 36 prédios de 4 andares, com 4 apartamentos em cada andar, ou seja, MUITA gente e muitas crianças. Quando reuniam quase todas, o que era quase sempre comum, não se tinha paz. Lembrei ontem o porque de eu não andar de bicicleta: uma vez, apostando corrida em cima de rodas, eu desmaiei, não era muito chegada em comer e passei mal por falta de comida. Acordei em casa com a bicicleta destroçada. Mas eu tinha patins, pernas e papelões ainda.

Descia de patins os 4 andares do prédio fazendo o barulho mais infernal do mundo. Quando tava sem patins, corria feito uma desvairada. Quando achávamos papelões, íamos até uns barrancos que tinha nos fundos do condomínio e descíamos. Fora quando chegava a noite, nós já tínhamos jogado volei, corrido, feito de tudo, ai resolvíamos brincar de esconde-esconde. Valia se esconder dentro dos prédios, em cima das árvores, ou seja, demorava horas. Mas era sempre nessa hora (umas 8 da noite) que minha avó me mandava subir. Eu ficava MUITO, MUITO brava, porque era a hora mais legal do dia, a “hora de brincar de esconde-esconde a noite”.

A escola não era das mais divertidas, ainda mais quando minha mãe me matriculou em um colégio particular que só tinha gente chata e certinha. Nunca fui muito chegada em estudar, mas até que ia bem. Só que criei inimizades, pra variar. Sempre tive facilidade pra me enturmar com os meninos, e acho que algumas meninas viam isso como uma ameaça. Mas eu não queria saber de ficar com ninguém, só gostava mais das brincadeiras deles do que de me maquiar.

Hoje em dia as crianças só querem saber de computador e videogame. Por um lado é legal, pra caramba! Mas qual a graça de nunca descer um barranco num pedaço de papelão? Qual a graça de não fazer montinho na grama? Qual a graça de não fazer guerra de areia? Lembro que minha última “guerra de alguma coisa” foi de água, em 2006, no famigerado (entre meus amigos, claro) Water War of Bertioga 1, hehehe. Meninos contra meninas, até que começamos a confraternizar com o inimigo (eram 3 casais). Ou quando brincávamos na sala de estar do meu ex, que era gigantesca. Ele saía pra fazer algo e quando voltava, tinha gente escondida pela sala toda.

E o gato mia? Era uma das coisas mais engraçadas já inventadas. E polícia-e-ladrão? Eu SEMPRE era ladrão e nunca ia presa (bom sinal?). E pegar a escada rolante no sentido contrário? E poder usar roupas esdrúxulas sem ninguém te achar tosco por isso? Assistir Blossom? Ter um clubinho? Ficar debruçado numa janela fazendo minhoquinhas de cuspe? Playground? Eu ainda AMO balanço e fico louca pra brincar neles quando passo por um playground. Andar no carrinho do supermercado… Mas eu ainda faço isso hehe. Comer trevos e demais flores/folhas. Comer frutas cheias de bicho sem sentir nojo, a la Rugrats. Se esconder no guarda-roupas. Entrar na máquina de lavar roupa todo dia e a noite levar bronca da sua mãe… Acho que deu pra entender, né?

Listening: The Cinematic Orchestra – The Dance

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Coisas que me deixam feliz, parte 1.

3 03UTC dezembro 03UTC 2009 at 2:35 am (Felicidade) ()

Ventinho fresco de manhã. Bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Vídeos de gatinhos filhotes no Youtube. Charmed. Livros e filmes da Jane Austen. Contos-de-fadas (é). Sessão de filmes com as minhas amigas em casa. Loja esotérica. Fotografias coloridíssimas. Propagandas da Fiat. Loja de quadrinhos. Miado de gatinho filhote. Casa no campo. Brisa do mar. Doce de abóbora. Sorvete na praia. Fogueira. Flor de cerejeira. Cerejas. Quadros Renascentistas e Pré-Rafaelitas. Daughter do Pearl Jam. Assistir TV com os meus primos. Livros e filmes da Emily Brontë. Gilmore Girls. Sunny Afternoon do The Kinks. Fotos antigas de família. Filmes do Batman do Tim Burton. Livrarias. Rir até chorar.

Colcha de retalhos. Morango. Roxo. Cheiro de chuva. Lua cheia. Subir em árvore. Cair de skate. Velas. Dormir ouvindo música. Quando o Lab Classicos da MTV está perfeito. Southern Rock pra viajar. Fotografar. Ganhar presentes com significados (um dos que eu mais gosto é um cd que um amigo meu gravou pra mim só com músicas que o fazem lembra-se de mim). Lápis de cor. Luzinhas de natal (odeio natal, mas as luzinhas são irresistíveis). Céu estrelado. Brisa do mar. Cremes. Torta de limão. Le parkour. Fadas, sereias, gnomos (eu queria ser a Ariel quando era criança). Bonequinhas de bailarina. Minhas bruxinhas. Coisas e pessoas que me inspiram e motivam.

Barulho de chuva (voltei a gostar, não me irrita mais). Estrelinhas de teto que brilham. Nascer e pôr do sol… em qualquer lugar. Pirueta e cair na piscina. Cartinhas. Quando eu entrava na sala de 1ª série e os meus alunos me davam um abraço coletivo. Dormir na rede. “Ah, o verão”. Dançar Macarena. Cantar músicas bregas. Jardim. Ficar conversando madrugada afora até o dia nascer. Banho de mangueira. Ficar na rua o dia inteiro. Meus sonhos sem pé nem cabeça. Fazer minhas amigas passarem vergonha. São Paulo. Navios (mas não entro em um nem a pau). Pijamas. Dercy Golnçalves. Viajar de carro. Arco Íris…

Listening: the Police – Wrapper Around Your Finger

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O que eu não gosto na vida, parte 1.

30 30UTC novembro 30UTC 2009 at 1:19 pm (Irritando Monique Monteiro)

Eu sempre fui conhecida pela minha mania de não gostar das coisas. É mais forte que eu, e não mudou NADA desde que comecei a tomar antidepressivo. Muitas coisas continuam me deixando irritada. Coisas do tipo namorado/marido/homem qualquer no banco do passageiro enquanto a namorada/esposa está aprendendo a dirigir. Ai o cara fica gritando, se desesperando, deixando a moça desesperada e assuatada. Tipo, porra meu, dá um tempo, você também errou, e se tinha algum filho da pu** fazendo isso com você não quer dizer que você tenha que se vingar.

Aconteceu um fato assim um dia desses. Uma das minhas melhores amigas está aprendendo a dirigir, e ela sempre foi… hm, completamente insana. E qualquer errinho dela, ele ficava completamente transtornado. E a minha vontade era de esfregar a cara dele no asfalto quente. Ele que sempre pareceu tão calmo e compreensivo se transformou por culpa de um carro. Os homens dão valor à coisas que não consigo entender. Por mais que eu goste de um carro, e eu amo carros, não tinha motivos pra virar uma moça surtando daquele jeito e depois ficando emburradinho. Meu padrasto fazia a mesma coisa com a minha mãe, e ela quando tava aprendendo a dirigir sempre me chamava pra ir junto. Eu evitava, porque já com os meus 12 anos, certas atitudes dos homens me irritavam. Aliás, acho que 90% das atitudes dos homens me irritam. E acho que isso não tem psicotrópicos que me acalmem.

 

Hoje sem fotos.

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Life among death

6 06UTC novembro 06UTC 2009 at 3:20 am (Uncategorized)

Flower

Eu amo copos-de-leite. Esse eu achei no cemitério de Paranapiacaba.

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How to start?

27 27UTC outubro 27UTC 2009 at 11:38 pm (Fotografia, estação da luz) (, , , )

Com um oi, pode ser? =)

Arches

A Estação da Luz é mesmo linda. Acho que se eu passasse por lá todos os dias, iria querer fotografar cada canto.

E olhem, não é lindo? http://minhamaequemedisse.wordpress.com/2009/10/27/as-preces-atendidas

Listening: Ramones – I Don’t Care

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